Saíram ontem os dados do INPE sobre o desmatamento da Amazônia, atualizados até Abril de 2008. O Insituto nos dá o seguinte relatório:
De acordo com o sistema DETER – Detecção do Desmatamento em Tempo Real, 1.123 km2 da Floresta Amazônica sofreram corte raso ou degradação progressiva durante o último mês de abril. O número foi apresentado na tarde desta segunda-feira (2/6) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) durante coletiva à imprensa na sede do órgão, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em São José dos Campos (SP). Confira neste link a nota técnica com todos os dados.
Além dos números do desmatamento em cada estado da Amazônia Legal, o INPE também divulgou o índice de cobertura de nuvens do período analisado. A cobertura de nuvens costuma variar muito de um mês para outro, assim como a localização das áreas encobertas.Do total verificado pelo DETER em abril, 794 km2 correspondem ao Mato Grosso. Em março, o sistema havia registrado 112 km2 no estado. Porém, no mês anterior 78% da Amazônia estava coberta de nuvens, sendo que 69% do Mato Grosso não pôde ser observado pelos satélites. Já em abril, 53% da Amazônia esteve sob nuvens, mas apenas 14% do Mato Grosso ficou encoberto. Isto indica que a oportunidade de observação no estado aumentou muito de março para abril (conforme Fig 01 e Fig 02).
Em operação desde 2004, o DETER foi concebido como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal. É possível detectar apenas polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares por conta da resolução dos sensores espaciais (o DETER utiliza dados do sensor MODIS do satélite Terra/Aqua e do sensor WFI do satélite sino-brasileiro CBERS, com resolução espacial de 250 metros). Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos maiores que 25 hectares são identificados pelo sistema.
Vale a pena dar uma olhada na nota técnica [pdf], e comparar. Vale a pena também lembrar das declarações do mega-sojicultor e governador do estado do Mato Grosso, Blairo Maggi. Não vejo muita esperança daquele estado se recuperar da cultura de desmatamento com uma liderança como essa à frente de tudo.



satonara disse
olha eu queria um comentário pequeno tipo suas palavras não esse coisa muito intelectual mas tipo um resumo pofavor mande para meu e-mail mas mande bem rápido porque não sei o que fazer o tema é(processo d3e desmatamento da floresta amazonia