Arquivo para Outubro, 2007

Bairro 100% ecológico

Em Estocolmo, a capital da Suécia, um bairro inteiro com mais de dez mil residências foi construído para demonstrar como se deve respeitar o meio ambiente.

A começar pelos telhados, cobertos de grama para filtrar e possibilitar o aproveitamento da água da chuva, guardada no subsolo de cada prédio. Ainda no telhado, imensos painéis absorvem o calor do sol e o transformam em energia elétrica. Tubos captam o ar e distribuem pela casa inteira, para evitar aparelhos de ar-condicionado. No inverno, o ar passa pelo painel solar, para ficar quentinho.

No bairro do futuro, as soluções estão presentes onde menos se imagina. O lixo, por exemplo, é todo sugado por um sistema subterrâneo de tubos que o leva para uma central de reciclagem.

O lucro do que é reaproveitável vai para o caixa da associação dos moradores. O lixo orgânico vira gás de cozinha para os fogões de todas as casas e para o motor do barco que faz a travessia do lago, entre o bairro e o centro da cidade.

Sem dúvidas é a solução do futuro. Espero, ansiosamente, poder morar em um bairro assim!

Fonte: globo.com

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The right shade of GREEN

A PM Network, revista especializada em gerência de projetos do PMI, trouxe o tema de sustentabilidade para sua capa. A matéria procura mostrar como empresas devem se preocupar com o meio ambiente e com os conceitos relacionados. A idéia principal é que as ações da empresa estejam relacionados com seus programas ambientais.

É fato que as empresas, em sua maioria, não estão preocupadas em financiar projetos que não aumentem seus lucros. Contudo existem inciativas que unem o útil ao agradável. Vejamos o exemplo da VW. Durante o processo de fabricação, a VW utiliza-se de água para testar a vedação dos automóveis. Antigamente a empresa gastava em torno de R$ 450 mil para obter água da companhia distribuidora. Após a construção de uma estação de tratamento a empresa passou a reutilizar a água, gerando uma redução de R$ 200 mil nos custos, além de uma enorme redução no consumo de água potável.

Não é difícil verificar uma janela de oportunidade gigantesca para empresas que queiram atuar de forma coerente com o meio ambiente. Tudo pode começar com um programa de reciclagem de papel. Então, só falta alinhar o planejamento e partir para a ação.

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Você ajudando a salvar o planeta II

Seguindo o mesmo modelo do Banco Real, o Pão de Açucar resolveu ajudar a recolher aquele óleo de cozinha que nunca sabemos o que fazer com ele! Imagine que, reciclado, ele pode se transformar em combustível.

Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa plástica daquelas de 2 litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no coletor de lixo de cor marrom da loja Pão de Açúcar, indicado para esta finalidade.Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

PS: Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida? Além disso, provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.

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Você ajudando a salvar o planeta I

Sabe aquelas pilhas e baterias usadas que não sabemos o que fazer com elas? Pois é, agora está fácil! Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real e colocá-las no Papa-pilhas. Este é mais um programa de reciclagem promovido pela instituição.

As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto, relógios, etc contém materiais que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões. São eles: cádmio, mercúrio, níquel, chumbo, entre outros.

Não esqueça: o Papa-pilhas está disponível em todas as unidades do Banco Real. Aliás aproveitem para dar uma olhada no programa de sustentabilidade do banco. Acompanhe em posts futuros mais informações sobre outras empresas que executam ações neste sentido.

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Recife ganhará um edifício novo (e diferente)

Nenhuma novidade. Afinal, estamos ganhando vários, mês a mês.

Nesse caso, porém, o próximo destaque arquitetônico da veneza brasileira será um edifício que foi premiado numa competição internacional de habitação sustentável, patrocinada pela LivingSteel.org. De inspiração minimalista, o projeto veio do escritório paulista de arquitetura Andrade Morettin Arquitetos, e terá o aço como elemento principal de sua construção, no lugar de cimento. Segundo o júri, o projeto foi eleito pela “simplicidade e elegância do esquema, e pelo encaixe com a cultura e o local“. No site da competição dá para ver mais detalhes sobre o projeto [em inglês], sem muitos jargões arquitetônicos.

A LivingSteel.org é uma ONG formada por várias empresas do ramo siderúrgico e visa vender mais incentivar a inovação em construções, promovendo o uso do aço como alternativa para habitações sustentáveis. Essa é a segunda edição desta competição, que, além do Brasil, contemplou também a China e o Reino Unido.

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Feira dos 3 R’s

Para quem estiver em Recife nesse final de semana, uma sugestão é passar pela Praça do Arsenal, no Recife Antigo, e dar uma olhada na Feira dos 3 R’s: Redução, Reutilização e Reciclagem. Lá vão ser expostas várias peças de artesanato feitas com materiais reciclados. Também terá a participação de colégios e várias entidades de proteção ao meio ambiente.

A feira é organizada pelo FLIC-PE, Fórum Lixo e Cidadania de Pernambuco. O FLIC-PE foi criado em 1998, nos mesmos moldes do Fórum Lixo e Cidadania Nacional, com a missão de “erradicar o trabalho infanto-juvenil em lixões, contribuir na organização dos catadores de materiais recicláveis e promover a articulação intermunicipal e interinstitucional para desenvolver projetos que atendam aos seus princípios“. Nascido dentro da Associação Pernambucana de Defesa da Natureza, a ASPAN, o FLIC já realizou 5 outras edições da Feira dos 3 R’s, chegando a lançar recentemente um catálogo com o propósito de difundir as idéias presentes na feira.

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Pensando em construir ou reformar?

O chavão típico dos comerciais das lojas de materiais de construção é aqui usado para tentar inspirar uma pergunta diferente: ao pensar em construir ou reformar, você pensa no que fazer com os resíduos dos vários materiais que você comprou?

Mesmo que você já tivesse pensado nisso, há de se surpreender com os números. Segundo Rosa Maria Sposto, a média é de 0,12 Ton/m². Apesar das iniciativas de pesquisa e investimentos em qualidade visando a redução do consumo, ainda temos o problema de que esses materiais não são facilmente decompostos pela natureza.

Essas e outras questões giram em torno do tema de construções sustentáveis, que é pano pra muita manga. Por exemplo:

  • Cimentos biodegradáveis ou acumuladores de dióxido de carbono. Uma invenção brasileira com mais de 5 anos que ainda não chegou às casas brasileiras. Como mudar isso?
  • Arquiteturas inovadoras e cheias de estilo abundam no Jetson Green. Em sua maioria, são casas-conceito, mas conceitos muito aproveitáveis e facilmente portáveis à sua casa.
  • Um conselho nacional de incentivo e de certificação de construções sustentáveis!
  • Vários seminários sobre o tema, em todo o Brasil.
  • Além das várias questões urbanísticas envolvidas.

Futuros desenvolvimentos nessa área levarão a um verdadeiro cenário ganha-ganha-ganha: o dono da casa gasta menos, o construtor pode ganhar mais, e a sociedade economiza recursos importantes e difíceis de tratar.

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Leitura obrigatória I – Desenvolvimento Sustentável

A partir desta semana iniciaremos comentários a respeito de uma série de livros que consideramos obrigatórios para o entendimento dos conceitos de sustentabilidade e de ações feitas neste sentido. Não somos críticos literários mas vamos nos atrever, mais uma vez, e passear por esse universo particular da leitura. Caso você tenha alguma sugestão de livros favor enviar para mundosustentavel.

O conhecimento teórico é a base para uma formação sólida. É lógico que conhecimento sem ação na maioria das vezes não é representativo mas nossa primeira sugestão: Desenvolvimento Sustentável de José Eli da Veiga apresenta o conceito de desenvolvimento e de sustentabilidade. O autor descreve como esses conceitos foram desenvolvidos ao longo da história e quais os melhores indicadores para quantificá-los.

O texto é fruto de um conhecimento profundo do professor Eli, que é titular da FEA-USP, e faz citações a sociólogos, cientistas sociais, economistas e filósofos. Escrito com uma linguagem leve, porém com um conhecimento denso a conclusão do livro é que o desenvolvimento sustentável é um novo paradigma científico necessário para o século XXI. Vale a pena!

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Consciência ambiental II: o Programa Educacional de Reciclagem Ambiental

Enquanto pesquisava sobre locais de depósito de pilhas e baterias para reciclagem (ainda estou procurando – quem souber, deixa nos comments), além do curta que eu postei anteriormente, encontrei uma lei bastante interessante, que foi aprovada no dia 10 de Agosto de 2007 na Assembléia Legislativa de Pernambuco. Ela trata da criação do PERAM, Programa Educacional de Reciclagem Ambiental, que tem o propósito de melhorar a educação ambiental das crianças e ensiná-las de forma prática e remunerada uma boa lição sobre reciclagem.

Funciona da seguinte forma:

  • O aluno traz o lixo reciclável de casa e coloca nos lixos específicos localizados dentro da escola.
  • As escolas retribuem ao aluno o lixo reciclado em forma de Créditos Acadêmicos Ambientais (CAAM). Estes créditos são levados em consideração na avaliação do aluno para ajudá-lo a passar de ano.

Louvável iniciativa, caro Dep. Izaías Régis. Estaremos de olho para ver se esta lei será mesmo cumprida.

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Consciência ambiental I: Não fique pilhado!

Excelente curta, todo em animação digital, da Tibet Filmes, sobre os perigos de não jogar pilhas e baterias em lixos apropriados para reciclagem. Merece ser mais propagado.

Dada a falta de consciência da população em destinar esses materiais a lixos apropriados, o CONAMA emitiu a Resolução 257 que limita a quantidade de metais tóxicos dentro de pilhas e baterias a um mínimo necessário. Um ponto positivo: assim diminuem os efeitos negativos do descarte irregular. No entanto, é muito melhor encontrar um local apropriado para reciclagem e deixar elas lá.

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